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domingo, 10 de dezembro de 2017

Pink Floyd - Another Brick In The Wall (HQ)



      Encerrando o semestre com o clássico do Pink Floyd, que de forma provocante, ao melhor estilo rock and roll, retrata o ponto culminante da educação tradicional, pedagogia diretiva. Que por sua vez, ignorava a singularidade de cada indivíduo, tentando massificar o pensamento como se pessoas fossem produtos. No entanto apesar desse contexto ser diferente do atual cenário educacional, essa linha conservadora ainda tem raízes remanescentes, mesmo que num grau menos agressivo mas não menos prejudicial, retardando o desenvolvimento social de países que seguem as políticas neoliberais, por exemplo. Que entendem a escola como uma mera fábrica para a mão de obra, abortando a autonomia e o pensamento crítico tão essenciais a promoção da cidadania.

sábado, 9 de dezembro de 2017

DISTINTAS INFÂNCIAS





ROTEIRO (Filme produzido para a Interdisciplina Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História)

Alunas: Alessandra Thornton e Daniela Paixão

Título:
               DISTINTAS INFÂNCIAS
Sinopse:
Uma menina indígena e um típico menino urbano têm as suas vidas ligeiramente
cruzadas sem conhecer-se, pois vivem em distintas infâncias.

Desenvolvimento:
Sol ardente lá fora,
grande movimentação nas ruas, trânsito lento, mas em seu pequeno espaço (caixote/quarto)
ele está desligado da realidade a sua volta, precisa freneticamente avançar de
fase em seu jogo no videogame, é assim que Felipe costuma passar as suas
tardes. Pela manhã vai à escola, toma o café da manhã rapidamente com sua mãe, a
Van escolar lhe pega em frente ao seu edifício, durante todo o percurso,
utilizando fones de ouvido, Felipe vai vidrado em seu celular perpassando entre
músicas, vídeos e mensagens no wattszapp. Há apenas um momento no trajeto que
ele volta a sua atenção para a janela é quando a Van passa por uma pequena
praça fazendo a curva para entrar na rua da sua escola, sempre fica curioso,
pois todos os dias naquele mesmo lugar está uma menina, de traços tipicamente
indígenas, sentada envolta de algumas cestas de vime ao lado de uma senhora
aparentando ser sua mãe. Fica a indagar-se o porquê de ela estar ali e não na
escola como ele.  
Na escola, apesar de
ser um típico garoto de dez anos de idade, da cidade grande, Felipe é retraído
e não tem muitos amigos. No que a própria sala de aula estruturadamente
delimitada encarrega-se de favorecer. Tempos atrás a professora demonstrou
certa preocupação com sua aprendizagem ao relatar a sua mãe que não está
correspondendo ao esperado, o seu comportamento tem se modificado e as suas
notas estão em declínio, aconselhou inclusive um acompanhamento psicológico.
Há alguns meses, o seu
avô foi instalado em uma casa geriátrica, a sua mãe lhe disse que já não havia
mais condições de ele morar ali, pois já estava apresentando alguns sinais de
avanço do Alzheimer e ela não conseguiria dar conta de atendê-lo. Entretanto o
seu avô era a única pessoa a lhe dar atenção, importava-se em brincar e
conversar com ele durante as tardes ociosas e agora não tinha mais ninguém. Mal
via o seu pai, este havia ido embora de casa, quando Felipe tinha apenas um ano,
e assumido outra família. Desde então a sua mãe esforçava-se para manter a
família, trabalhava arduamente como balconista em uma farmácia, dava o seu
melhor, mas mal conseguia lhe voltar à atenção, além de passar muitas horas
longe de casa no trabalho, tinha que cuidar sozinha dos afazeres domésticos.
A vida aprisionada e
solitária de Felipe, uma criança de dez anos que passa horas em frente ao vídeo
game, sem muitas oportunidades de explorar diversas vivências relacionadas ao
brincar é uma condição freqüente na atualidade, assim como o isolamento de pessoas
idosas.
Há alguns quilômetros
da escola de Felipe, em suas tardes, Naná aos nove anos de idade corria livre
pela reserva indígena, o seu lar, correspondendo em torno de 25 hectares de
terra onde vivem dezesseis famílias, ao centro têm uma grande área livre
própria para as suas reuniões, algumas singelas casas bem distribuídas, um
pequeno açude e algumas árvores frutíferas. Nas proximidades da aldeia também
tem uma escola, com peculiaridades próprias, dentre as quais está o fato de não
possuir divisões ou as limitadoras classes enfileiradas, as crianças sentam-se
livremente normalmente em círculo, os horários são flexíveis, há professores
indígenas e não indígenas e a alfabetização se dá em duas línguas a materna e o
português.
Naná é uma criança
muito alegre e expressiva adora jogos e desafios, que naquele lugar parece
favorecer não só a competição, mas a confraternização tem um relevante
destaque. Mesmo com o crescente acesso a brinquedos prontos e as tecnologias,
as brincadeiras locais não ficam esquecidas. Destaca-se em um jogo característico,
com o nome de Buso criado a partir de sementes e com regras peculiares,
confeccionar brinquedos com bambu, jogar futebol, correr, pular subir em
árvores, banhar-se no açude na companhia de outras crianças também estão dentre
as suas brincadeiras favoritas. Lá as brincadeiras misturam-se, algumas tem a
preferência das meninas e outras dos meninos, mas por diversas  vezes brincam juntos. Aliás, brincar é algo
que as crianças de lá fazem quase que em tempo integral, vivem experiências
lúdicas mesmo quando estão entre adultos participando de alguma atividade
importante para a comunidade.
A menina também
acompanha a sua mãe na venda e confecção de artesanatos tais como tecelagens e
pinturas, além de participar de afazeres como ralar a mandioca, preparar a
farinha, dentre outras atividades no qual as mulheres da aldeia são habilmente encarregadas.
Na aldeia desde pequenas as crianças apropriam-se de algumas responsabilidades
concernentes aos adultos participando de quase todas as atividades aprendendo
técnicas e conhecimentos, esse processo é entendido como uma importante manutenção
e fortalecimento da sua cultura e dos seus costumes, valorizam-no como forma de
proteção e constituição da identidade.
 A mãe muito carinhosa e de olhar firme é a
principal referência adulta para Naná, as duas são muito unidas, assim como ela
a sua avó, que sabiamente lhe falava, lhe inspiram conforto e segurança. No
entanto na aldeia cada criança é entendida como de responsabilidade de todos os
adultos, prudentemente todos compreendem que cada gesto e diálogo as preparam
para a vida e consequentemente educam, buscam viver em uma perfeita integração
onde cada um dá a sua contribuição e todos se auxiliam mutuamente, inclusive
compreendendo o valor da natureza para a preservação da sua cultura.
Apesar de Naná sofrer
com os olhares inquisidores ou indiferentes que a vêem sentada junto de sua mãe,
na praça em meio à cidade movimentada, entende que são lançados por quem
desconhece a riqueza de sua resistente cultura ou não compreendendo as suas
especificidades. Ela aos poucos assimila a complexidade do mundo a sua volta, a
segregação lhe parece estranha e incompreensível, mas o seu sorriso deixa
transparecer a alegria de uma criança que sabe que é amada por sua família.


Referências

BERGAMASCHI,
Maria Aparecida; GOMES, Luana Barth. A
TEMÁTICA INDÍGENA NA ESCOLA: ensaios de educação intercultural.
UFRGS.
Currículo sem Fronteiras, v.12, n.1, pp. 53-69, Jan/Abr 2012.
FERREIRA,
Bruno. EDUCAÇÃO KAIAGANG: Processos
Próprios de Aprendizagem e Educação Escolar
. FACED/UFRGS. Porto Alegre
20014.
RODRIGUES,
Lilian Beatriz Schwinn; BELTRAME, Lisaura Maria. A CRIANÇA KAINGANG E SEUS BRINCARES. UNOCHAPECÓ. Curitiba 2013.



terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Crash - No Limite (Trailer)



   Lançado em 2005 esse instigante e dramático filme do autor/roteirista Paul Haggis tem como cenário Los Angeles / EUA, paragem de muitos imigrantes, mesmo sendo uma ficção não deixa de emocionar pelo realismo da sua narrativa. O filme aborda a temática do preconceito e da discriminação tão presentes nas distintas camadas que compõem a sociedade norte americana, por meio de histórias de vidas que se cruzam ao longo do enredo, construindo uma trama envolvente. Retratando em muitos momentos cenas não tão distantes do nosso cotidiano (Brasil), uma elite em sua maioria branca, um povo miscigenado, ambos envolvidos em situações que denotam atitudes preconceituosas, racistas, em algumas vezes explícitas e outras velada. E ainda o evidente clima de tensão, desconfiança e medo presentes na trama, revelando a falta de ética, o individualismo e a solidão.
   Esse longa é capaz de provocar raiva e lágrimas ao mesmo tempo e de nos transportar ao lugar dos personagens. Direcionando o nosso olhar para o outro, com diferenças raciais, étnicas, religiosas e culturais à parte, expõe o preconceito de forma tão crua que nos leva a refletir: Quem não é, ou já foi, preconceituoso em algum momento? Será que realmente nos conhecemos? Será que basta se dizer não preconceituoso? Quem é verdadeiramente bom ou mau? Conseguimos ser éticos em todas as nossas atitudes?
  Uma vez que, esse semestre trouxe a tônica a amplitude das relações humanas, abordando a diversidade, o preconceito e questões como a ética e a moral, considerei interessante correlacionar com esse filme, que por vezes nos permite divagar pelas implicações sociais e inclusive ver o outro refletido em nós mesmos.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Método Clínico Piagetiano


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     Nessa segunda-feira 20/11 tivemos o primeiro encontro presencial da interdisciplina de Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II, foi um momento de exposição da proposta de trabalho que consistia na aplicação do Método Clínico Piagetiano. Para tanto foram produzidos vídeos da tarefa que foi realizada em duplas. 
          Elaborado por Jean Piaget, o Método Clínico que se traduz na aplicação das provas de diagnóstico do nível operatório, configuram-se em interessantes e geniais instrumentos de pesquisa objetivando investigar o nível do desenvolvimento cognitivo da criança, ou seja o que acontece do ponto de vista psíquico na relação sujeito - objeto. Através do qual é possível obter uma hipótese de como a criança constrói o seu raciocínio, inclusive pela possibilidade que o condutor tem de propor um desequilíbrio no modo de pensar da criança, provocando a reflexão.
    Entretanto, a sua precisão e eficiência dependem da administração do condutor que deve ter o cuidado de não interferir, de maneira nenhuma, nas respostas da criança, além de certificar-se que ninguém ao redor fará o mesmo. Talvez seja esse o aspecto mais relevante, tendo em vista que exige um suficiente conhecimento e segurança na aplicação da prova, além da consciência de que o próprio pesquisador também é parte integrante do objeto de pesquisa. Essa análise deve ser feita minunciosamente, de modo que o condutor da prova registre detalhadamente o desenrolar do processo para que se possa fazer a correta interpretação da conduta.
        Desse modo, a mostra de vídeos foi uma excelente forma de identificarmos, junto com os professores, aspectos decisivos na nossa conduta, na aplicação das provas, que precisam ser corrigidos. Foi surpreendente a perspicácia das crianças, nos causando momentos embaraçosos.
         Por fim também foi possível nos apropriarmos de importantes conceitos, aqui colocados, para que aconteça a correta aplicação das referidas provas. Mais usual na Psicopedagogia, esse método quando corretamente aplicado pode  ser bem-sucedido nas escolas, fornecendo importantes subsídios ao professor para lidar com questões relativas a aprendizagem dos alunos. Esclarecendo que não se trata de uma medição de QI, mas da coleta de dados, de uma pesquisa que pode ser muito útil para que o professor conheça melhor o seu aluno, o seu modo de pensar. Para que o professor possa atuar como pesquisador, formulando hipóteses que irão colaborar com o seu fazer pedagógico e com a elaboração de novas estratégias didáticas. 

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domingo, 19 de novembro de 2017

A Dialógica de Freire: Breves Reflexões

Resultado de imagem para sociaisPaulo Freire nos situava do dever de compreendermos que somos sociais em essência e carregados de história, sujeitos em contínuo processo de evolução, portanto inconclusos ou inacabados, como ele denominou. Freire salienta ainda que a indispensabilidade da Educação reside justamente nessa constante busca, na nossa necessidade de aprender e assim evoluir que a natureza nos reclama.
Trata-se do despertar da nossa consciência para a própria substancialidade de progresso que torna possível a nossa educação, ao estar ciente das nossas fragilidades procuramos meios de nos superarmos, cientes também de que o saber é uma conquista sem limites, mas que é preciso buscá-lo. Seria a busca motivada pela curiosidade, o desejo de descobrir que alimenta o conhecimento, este se estrutura nas experiências coletivas e individuais tanto nos espaços formativos formais como nos não formais conectados pelo diálogo relacional.
A partir do texto de Paulo Freire (2000): "À Sombra desta mangueira” é possível concluir que somos capazes de aprender em diversas situações e contextos, o que determina a possibilidade de alcance ao conhecimento é a postura mental empregada frente às circunstâncias. Compreender inclusive, que a dialogicidade é um importante princípio educativo para a pedagogia interacionista, significativo na construção do conhecimento. Tendo em vista que compreende o ato de agir e a reflexão sobre essa ação, sendo por meio da qual percebemos o mundo, compreendemos a nossa historicidade, a história que é construída coletivamente e contribuímos com essa construção, ou seja, é o elemento promotor da interação, o que nos torna sociais.


Transtornos Globais do Desenvolvimento


Resultado de imagem para transtornos globais do desenvolvimentoAs discussões apresentadas nos vídeos propostos pela iterdiscipina de Educação de Pessoas com necessidades Educacionais Especiais, nos traçam um caminho bastante desafiador no campo da educação inclusiva, o que é produtivo, pois sabemos que precisamos avançar e muito no nosso sistema educacional, tendo em vista as próprias dificuldades que encontramos no dia a dia dentro de uma escola. Temos de lidar com falta de professores, carga horária sobrecarregada, falta de horas de planejamento de aula, falta de materiais, de sala de recursos, entre outras questões que permeiam o ambiente escolar, portanto educar toda uma pluralidade de sujeitos que se apresentam, em um mesmo contexto escolar é sem dúvida um grande desafio. Tanto os vídeos quanto a leitura disponibilizados atentam para a importância do processo de socialização, o que segundo Camargo e Bosa (2009): ”(...) o sucesso da constituição psíquica do indivíduo depende, primordialmente, do processo de socialização”.
Para que esse processo flua de maneira benéfica para todos no ambiente é necessário que as singularidades sejam respeitas. Que no caso de crianças com necessidades educacionais diferenciadas, como os autistas, por exemplo, faz-se indispensável que o professor busque se utilizar de estratégias para a comunicação ampliada.  A ênfase deve ser nas competências, capacidades e potencialidades do educando e não na busca por um diagnostico, que assim como colocado nas entrevistas rotula e acaba impedindo muitas vezes a espontaneidade na relação professor aluno-aluno. O que inclusive as psicólogas e mestres em educação Caroline e Consuelo chamam a atenção, também, para o fato de em muitos momentos os manuais se constituírem um entrave no fazer e no saber espontâneo de professores e pais. Nesse aspecto acredito que essa procura por diagnósticos e manuais em como lidar com uma criança com transtorno global do desenvolvimento, deva-se pelo fato da insegurança que aflige a pais e professores, pois muitas vezes sentem-se perdidos por não conseguirem alcançar essa criança, penetrar em seu mundo. Vejo que essa nem sempre é uma tentativa de rotular e sim uma maneira de tentar buscar um campo seguro para que se possa atuar com eficiência.
No entanto, achei interessante também o fato das entrevistadas terem pontuado a questão de que “a escola precisa apropriar-se do seu fazer barrando um pouco as interferências vindas da psicologia e medicina” e de que “é preciso muita reflexão sobre o não saber, que esta sempre em construção”. Concluindo, pautada nessa análise a escola deve se estruturar de modo a atender a todos, abrangendo a diversidade, oferecendo uma proposta de ensino que compreenda a todo o grupo ao passo em que considere as necessidades individuais, principalmente daqueles que vivem na companhia do risco eminente da exclusão.

sábado, 28 de outubro de 2017

ENTENDENDO A INCLUSÃO

   Refletindo o texto da Professora Izabel Maior é possível compreender que apesar da diversidade constituir-se uma marca da humanidade as pessoas que se diferenciam de um grupo dominante, onde normalmente há a supervalorização de determinadas capacidades, sempre sofreram com a segregação, a exclusão e com outras demonstrações de intolerância e preconceito. O que ainda hoje, apesar desse ser um assunto amplamente discutido e da ocorrência efetiva de muitos avanços pelo viés do combate as desigualdades e da concessão de direitos como o da acessibilidade e de leis que punem atitudes extremas de discriminação, ocorre que há a necessidade de se cobrar a implementação desses direitos e de dar continuidade as narrativas emancipadoras nas escolas, bem como as políticas e discussões que compreendam aos grupos em situação de vulnerabilidade.
    A autora ainda destaca em seu texto que as pessoas com “deficiência” correspondem ao maior grupo minoritário do mundo, o que justifica a atenção voltada para essa categoria, como o pleito de direitos em favor da inclusão. Que por tratar-se de indivíduos que vem sofrendo prejuízos em sua autonomia, além de outras questões que denotam a desigualdade por eles vivida, faz-se necessário ainda a conceituação de graus e tipos de deficiência e de maneira ainda classificatória a exigência de laudos.
   No âmbito educacional, com a criação de leis específicas que garantem o acesso de todos indistintamente, houve muitos progressos como o desenvolvimento de cursos que visam complementar a formação de professores abrangendo a temática da inclusão. Concluindo, apesar do acesso garantido, a educação, das pessoas com deficiência e de considerar a importância do conhecimento das suas especificidades, inclusive para desmitificar questões que possam se constituir em barreiras na aprendizagem, penso que ainda caminhamos a passos lentos prendendo o foco na diferença, destacando deficiências em lugar de priorizar a abrangência e a compreensão da diversidade. No entanto se essa temática é debatida e a construção desse processo está em movimento é porque a sociedade como um todo busca essa compreensão e quem sabe um dia o nosso senso de coletividade faça a real diferença que queremos, a igualdade de oportunidades e direitos.
                                       Resultado de imagem para inclusão
   



MAIOR, Izabel. História, conceito e tipos de deficiência. Disponível em: https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2206621/mod_resource/content/1/Hist%C3%B3ria%2C%20conceito%20e%20tipos%20de%20defici%C3%AAncia.pdf. Acessado em 28 de out. de 2017. 
YOUTUBE. Deficiências e Diferenças com Izabel Maior e Benilton Bezerra.  Vídeo. Publicado em 24 de jun de 2016. Disponível em:

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O impacto das redes sociais na vida das pessoas ● Leandro karnal no Pont...



Segundo Karnal: “A vontade de definir o meu eu em um eu absoluto é uma marca da contemporaneidade”.
Refletindo sobre o bomm da comunicação virtual e de informações instantâneas e o seu impacto em nossa realidade, concordo com as explanações de Leandro Karnal, principalmente quando sugere que estamos vivendo um período de individualismo, egocentrismo, onde prevalece o eu. Pode-se dizer que a ambição e a permanente busca pelo poder, paradoxalmente nos evoluíram socialmente em valores materiais, entretanto nos confrontam com um retrocesso moral, suprimindo os valores coletivos pelos desejos individuais. E de certa forma, ainda que irreal, o mundo virtual cria uma sensação de liberdade ao passo que uma falsa ilusão de empoderamento, nos deixando prisioneiros da realidade que desejamos e em muitos casos nos excluindo do que realmente somos. Podemos ter a quantidade de amigos que queremos sem assumirmos nenhum compromisso, se algo nos desagrada o fim dessa amizade pode se resumir a um impiedoso e excludente click' em delete. Assim reinventamos a nossa realidade e a realidade dos fatos e estas passam a adquirir veracidade a partir do momento em que eu acredito nelas.
Não por coincidência que a palavra idiota tem sua origem etimológica no grego idios que significa privado, individual. No entanto, apesar de e a internet dar voz a todos sem distinção, talvez por esse motivo seja considerada um mecanismo democrático e de disponibilizar o acesso a todo o tipo de informação, ela não ensina a refletir, elemento importantíssimo a construção do saber, a seleção do que é verdadeiro ou falso, bom ou ruim. E assim, de acordo com a fala de Karnal, a internet tanto quanto o martelo é apenas uma técnica neutra, a sua finalidade dependerá dos objetivos de quem a maneja.
Assim se pensarmos que a reflexão precede um raciocínio crítico e sistemático, no qual não foi proposta pela educação bancária, na visão freiriana, uma relação vertical entre o educador e o educando que por muito tempo foi desenvolvida, intencionalmente ou não, nas escolas. Um modelo educacional que compreendia o aluno como o objeto que recebe o conhecimento, formando dessa forma indivíduos acomodados e submissos, pois conforme coloca Chauí no texto “O Ato de Estudar”: “(...) a crítica não traz conteúdos prévio, mas é descoberta de conteúdos escondidos, então ela é muito perigosa...”

sábado, 7 de outubro de 2017

Aprendizagem segundo a Epistemologia Genética


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De acordo com a teoria construtivista assim como ocorre em nosso organismo, com a maturação biológica que acontece gradualmente em etapas, de forma análoga também ocorre com a nossa mente, o desenvolvimento das estruturas mentais se dá de forma sequencial por fases é o que Jean Piaget determinou de embriologia mental. Entretanto, apesar de essa embriogênese terminar apenas na fase adulta, totalizando um contexto biológico e psicológico, diferentemente das faculdades biológicas, essas fases não desabrocham ao logo da vida do indivíduo, elas não são previstas. Isto é, nem todos os seres humanos alcançarão todas as etapas do desenvolvimento mental, pois elas dependem das exigências impelidas pelo meio, isso quer dizer que o meio estimula as estruturas mentais, que o avanço acontece a partir da necessidade de raciocinar sobre o objeto proposto.
Desse modo podemos dizer que esse panorama do desenvolvimento humano, das estruturas biológicas e cognitivas, se relaciona e esclarece a construção da aprendizagem, mas essa só acontece mediante a ação interiorizada do indivíduo. Assim o desenvolvimento cognitivo é a base da aprendizagem que ocorre pelo processo de assimilação e acomodação. Isto posto, a ação acontece quando o indivíduo se vê diante do objeto e atua sobre ele, modifica-o, transforma-o e compreende o processo dessa transformação, o modo como foi construído, ocorrendo a assimilação. Nesse curso se por ventura não há a ocorrência da assimilação de alguma situação, a mente se modifica ou desiste, se modificar acontece à acomodação, assim quando a assimilação e a acomodação entram em harmonia, há o que Piaget determinou de equilibração.
Portanto conforme a epistemologia construtivista, a aprendizagem é o estado decorrente do esquema de assimilação que sofre a acomodação e estes entram em equilíbrio. É provocada por situações de instabilidade, do enfrentamento do novo onde há a necessidade da ação, da relação sujeito e objeto, nesse aspecto a melhor maneira de se promover a aprendizagem no âmbito escolar é propor contextos de desequilíbrio e reequilibrações consecutivas aos alunos. Logo aprender é um processo ativo individualizado que ocorre por intermédio de conclusões com base em experiências.


Referências:

MARQUES, Tania Beatriz Iwaszko. Epistemologia Genética. In: SARMENTO, Dirléia Fanfa; RAPOPORT, Andrea e FOSSATTI, Paulo (orgs). Psicologia e educação: perspectivas teóricas e implicações educacionais. Canoas: Salles, 2008. p.17-26


Vídeo: Introdução a Psicologia do Desenvolvimento. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=7GEV7HOsETM

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Um garoto, um vídeo game, um presente, um cachorro e uma deficiência! Le...



Este interessante curta metragem mostra a brilhante ideia de uma mãe, que incentiva e ensina o valor da superação para seu filho. Se pensarmos que todos os seres vivos têm limitações, talvez a grande virtude da humanidade sempre foi tentar superá-las. Superando inclusive os sonhos de Ícaro, alcançando o espaço. Qual seria o limite humano?
Além de ser uma pequena amostra de que a maior deficiência pode estar no modo como julgamos os fatos, e que a maior limitação vem da que colocamos em nós mesmos.

História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil




  Esse emocionante documentário disponibilizado pela interdisciplina de Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais, fala de força, de união, de coragem, de luta, de conquistas, de perseverança e principalmente de História, a daqueles que durante muito tempo foram invisíveis e considerados incapazes. O Movimento Político das Pessoas com Deficiência  no Brasil merece destaque e reconhecimento sobretudo por ser inspirador!
  Anteriormente, nós do PEAD, tivemos a oportunidade, através da interdisciplina de Libras, de conhecer um pouco da historicidade e pleito da comunidade surda no Brasil, cujo vimos que uma de suas maiores conquistas foi o reconhecimento da língua de sinais, em 2002, como língua oficial assim como o Português. No entanto, particularmente, nunca tinha ido a fundo ao conhecimento da história e não fazia idéia da dimensão da luta imbuída de autonomia desse movimento. O vídeo acima chama a atenção por sua expressividade, por da voz a essas pessoas de maneira a aproximá-las do expectador, onde em nenhum momento somos tomados pelo sentimento de pena ao contrário é comovente por despertar a admiração. Especialmente porque em suas palavras não almejavam a caridade e sim a assentida emancipação, assegurar a acessibilidade, o rompimento das barreiras que os delimitavam, a inclusão, ou seja, a cidadania legítima.
  Vimos que foram muitas as lutas, derrocada de crenças e pesquisas até chegarmos ao que temos hoje, que assim como é mencionado no vídeo, em âmbito nacional, “ainda não está bom!”, mas se refletirmos todo o contexto histórico em termos de humanidade, já obtivemos grandes avanços tanto na área da educação e da medicina, quanto no próprio modo como são olhadas e compreendidas as pessoas com deficiência pela sociedade em geral, porém faz-se necessária uma contínua busca por condições igualitárias no modo de ser reconhecido e de viver.
  Visto que vivemos um momento ambíguo onde ao mesmo tempo em que lutamos por igualdade queremos asseguradas as nossas diferenças, nesse aspecto queremos ser respeitados por nossa individualidade, característica própria e cultura o que não pode assim como aconteceu com o movimento Escolanovista, no Brasil, deixar margem para a segregação. A nossa principal característica é sermos diferentes, únicos, entretanto sabemos que o meio mais eficaz de amenizarmos as desigualdades que assolam a humanidade é justamente a luta pela igualdade.

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                  Nada sobre nós, sem nós!


sábado, 9 de setembro de 2017

Filme - Avaeté, Semente da Vingança (1985) VHSRip



Indico para complementação de estudos das interdisciplinas nesse semestre, o filme "Avaeté, Semente da Vingança", no qual considero como um dos melhores filmes nacionais, dirigido por Zelito Viana, onde apesar de contar com a excelente atuação de atores renomados como Hugo Carvana e Renata Sorrah, não se encontra divulgação na grande mídia nacional.
Lançado em 1985 esse filme, infelizmente, retrata um tema ainda atual aqui no Brasil: o massacre de povos indígenas para a ocupação ilegal de suas terras por garimpeiros.
O episódio mais recente ocorreu a um mês e é possível encontrar aspectos muito semelhantes ao filme, com destaque para a atuação ou omissão da grande mídia corporativa nacional com esse tipo de assunto, onde mais uma vez as denuncias vieram dos meios de comunicação internacionais. Com o diferencial de que hoje temos as redes sociais, onde é possível encontrar sites que prezam a responsabilidade social como o Carta Capital e a Rede TVT, que divulgaram amplamente o caso em suas redes. Até onde se sabe esse massacre, ocorrido no Vale do Javari, seria maior que os yanomami de 1993, no qual também teve denuncia por meio das mídias internacionais.
Tristemente o nosso país fecha os olhos para os excluídos e muitos casos bárbaros, como esse, ainda seguem impunes.








quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Resistência e Cultura

    Iniciamos a semana presencial com as interdisciplinas Seminário Integrador Vl e Questões Étnicas Raciais: Sociologia e História, essa primeira aula nos levou a reflexão dos tópicos que irão permear o semestre. Como a compreensão dos termos raça e etnia na educação, educação inclusiva, abordando conceitos sociais e históricos. Inserido nessa temática também está o preconceito (por vezes velado), que cruelmente insiste em se fazer presente corroendo as estruturas da nossa sociedade.
   Realizamos ainda uma atividade que consistiu em identificarmos alguma situação próxima envolvendo esse tema e representa-la para o grande grupo. A colega Alessandra Thornton e eu optamos por abordar uma questão mais própria da nossa realidade, na qual em diversos momentos presenciamos ou até mesmo a sentimos na pele: o preconceito à Mulher. Tendo em vista que atravessa séculos com a mesma desumanidade atingindo a todas as suas representantes, independente de raça, etnia, contextos ou condição social.
     Abaixo segue o esboço dessa tarefa realizada em aula, no qual sugere palavras que corriqueiramente são expressadas maliciosamente e de forma ofensiva ao gênero feminino.


     Também falamos de poesia, de grandes nomes como Carolina Maria de Jesus, Mia Couto, Eduardo Galeano, Hilda Hilst, Caio Fernando Abreu, Daniel Munduruku entre outros, que tanto empenharam-se ou ainda dedicam-se a poeticamente elucidar questões de cunho étnico, político, moral, social e racial. Contudo, em análise do contexto histórico-social ao qual estavam inseridos observa-se que  muitos viveram sob repressão, em uma época onde pessoas eram torturadas, exiladas e até mesmo assassinadas simplesmente por exprimirem através da sua arte sua visão crítica social e cultural.





Seguimos...

     Resultado de imagem para sonhos   Continuamos a caminhada, agora no VI semestre do PEAD, com vistas a conclusão de uma etapa de grande significância e valor para a nossa carreira docente, ainda que soframos com a sua insistente desvalorização por parte de nossos governantes e o consequente descaso de alguns membros da nossa sociedade, que de quebra também sofrem com esse profundo desrespeito e desinteresse pela Educação no nosso país. Ainda assim insistimos, não desistimos de nos aperfeiçoarmos e de acreditarmos no seu valor inerente ao progresso social.  
    Agora a pouco mais de alguns passos de nos tornarmos Pedagogas e conforme nos aproximamos da titulação, ao examinar todo o percurso, é possível perceber quantos degraus já avançamos nesse intento. Ampliamos o nosso ponto de vista com relação ao modo como compreendemos a Educação, trocamos muitas experiências, vencemos alguns percalços. E ainda para muitas de nós, inclusive no meu caso,  foi a primeira experiência em um curso EAD e portanto o enfoque em utilizar uma plataforma online para mediar as aprendizagens foi um desafio a mais, incluindo o domínio de novos recursos midiáticos, a construção do blog que tem promovido o diálogo, a reflexão, bem como o gradual aperfeiçoamento da nossa escrita. Da mesma forma as apresentações no workshop, que mesmo movidas por uma incontrolável ansiedade compreendemos a sua imprescindível importância na construção de todo esse segmento.
     E por ser notório todo esforço e dedicação necessários a formação de um Professor, que continuemos essa incansável empreitada na busca por sua valorização e reconhecimento, acreditando que todo o empenho contribui com o fluxo nessa direção, para que a Educação que ambicionamos não se limite a um mero sonho utópico.