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quarta-feira, 6 de junho de 2018

Corpo e Movimento na educação infantil



O que é o corpo se não o nosso templo, a casa que abriga o nosso eu, podemos entende-lo como o lugar onde se dá toda a nossa manifestação psíquica, motora, orgânica e afetiva, o corpo e a mente não são dissociáveis. Desse modo, podemos pensar que a tentativa de conter as manifestações do corpo, também pode aprisionar a mente. 
A contenção do corpo sucedeu-se por séculos nas instituições educativas, no intuito de elevar a inteligência, enaltecer a ciência e a razão. No entanto, essa prática acarretou no menosprezo das manifestações expressivas corporais. O que o doutor em educação física Marco Santoro vêm a esclarecer com sabedoria, no vídeo acima, advertindo que o conhecimento deve ser construído de corpo inteiro.
A educação infantil é um território de descobrimento e de investigação corporal, onde é possível perceber, muitas vezes, as primeiras conquistas dos desafios psicomotores. Como, por exemplo, conseguir subir um degrau mais alto, chutar uma bola, pular com um pé só, entre tantas outras descobertas que provocam os sentidos e que colaboram com a construção de um sujeito capaz, fortalecendo a sua identidade e autoniomia.
Sendo assim, favorecer o movimento especialmente na primeira infância permite o desenvolvimento psicomotor, a apropriação da noção espacial, de forma que a criança possa conhecer a si própria e comunicar-se com o mundo a sua volta, sentindo-se valorizada e respeitada na sua individualidade, contribuindo significativamente com a sua autoestima e consciência corporal.


sábado, 7 de outubro de 2017

Aprendizagem segundo a Epistemologia Genética


  Imagem relacionada

De acordo com a teoria construtivista assim como ocorre em nosso organismo, com a maturação biológica que acontece gradualmente em etapas, de forma análoga também ocorre com a nossa mente, o desenvolvimento das estruturas mentais se dá de forma sequencial por fases é o que Jean Piaget determinou de embriologia mental. Entretanto, apesar de essa embriogênese terminar apenas na fase adulta, totalizando um contexto biológico e psicológico, diferentemente das faculdades biológicas, essas fases não desabrocham ao logo da vida do indivíduo, elas não são previstas. Isto é, nem todos os seres humanos alcançarão todas as etapas do desenvolvimento mental, pois elas dependem das exigências impelidas pelo meio, isso quer dizer que o meio estimula as estruturas mentais, que o avanço acontece a partir da necessidade de raciocinar sobre o objeto proposto.
Desse modo podemos dizer que esse panorama do desenvolvimento humano, das estruturas biológicas e cognitivas, se relaciona e esclarece a construção da aprendizagem, mas essa só acontece mediante a ação interiorizada do indivíduo. Assim o desenvolvimento cognitivo é a base da aprendizagem que ocorre pelo processo de assimilação e acomodação. Isto posto, a ação acontece quando o indivíduo se vê diante do objeto e atua sobre ele, modifica-o, transforma-o e compreende o processo dessa transformação, o modo como foi construído, ocorrendo a assimilação. Nesse curso se por ventura não há a ocorrência da assimilação de alguma situação, a mente se modifica ou desiste, se modificar acontece à acomodação, assim quando a assimilação e a acomodação entram em harmonia, há o que Piaget determinou de equilibração.
Portanto conforme a epistemologia construtivista, a aprendizagem é o estado decorrente do esquema de assimilação que sofre a acomodação e estes entram em equilíbrio. É provocada por situações de instabilidade, do enfrentamento do novo onde há a necessidade da ação, da relação sujeito e objeto, nesse aspecto a melhor maneira de se promover a aprendizagem no âmbito escolar é propor contextos de desequilíbrio e reequilibrações consecutivas aos alunos. Logo aprender é um processo ativo individualizado que ocorre por intermédio de conclusões com base em experiências.


Referências:

MARQUES, Tania Beatriz Iwaszko. Epistemologia Genética. In: SARMENTO, Dirléia Fanfa; RAPOPORT, Andrea e FOSSATTI, Paulo (orgs). Psicologia e educação: perspectivas teóricas e implicações educacionais. Canoas: Salles, 2008. p.17-26


Vídeo: Introdução a Psicologia do Desenvolvimento. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=7GEV7HOsETM