sábado, 28 de abril de 2018

Animação Cibercultura e Redes Interativas




Em se tratando do uso das tecnologias, podemos concluir que são produtos e ferramentas que evocam conhecimentos e princípios científicos, com finalidades específicas e de grande utilidade por uma determinada cultura, sociedade e/ou época, evidenciando um tipo de linguagem.

A cibercultura que surge a partir da gama de redes interativas, da comunicação por meio virtual desloca-nos a um ciberespaço, que advém das inteligências digitais e corresponde a um lugar de interação que conta com as tecnologias da informação e comunicação à disposição, sem a necessidade da presença física de seus integrantes. Por ser um ambiente que dialoga com diferentes culturas, comunidades e aspectos sociais, na atualidade, constitui-se em um importante instrumento para a implementação de uma sociedade genuinamente democrática.

Essa corresponde a uma característica da educação a distância e as diversificadas técnicas que a compõem podem e devem ser aproveitadas também no cotidiano da escola regular, como salienta o respeitado pesquisador das tecnologias da inteligência Pierre Levy. Dessa forma o pesquisador, sociólogo e filósofo nos adverte para o rumo futuro da educação, no qual acredita que haverá uma espécie de mixagem entre os dois modelos educacionais, uma mistura de elementos da EAD e da escola clássica, que certamente colaborariam para um maior enriquecimento cultural, com uma visão mais abrangente acerca de mundo, interatividade e inclusão já que é aberto a participação de todos, além da descentralização do saber, que movimentariam paradigmas estagnados.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Didática Magna: Considerações

Resultado de imagem para FOTO COMENIONa semana anterior realizamos uma atividade da interdisciplina de Didática, na qual tínhamos que desenvolver um pequeno texto relacionando o material proposto a respeito do educador, filósofo e cientista Comênio a algumas ideias presente no contexto educacional atual.
Sendo assim trago aqui alguns dos princípios abordados nas leituras propostas:
Considerando que a didática é uma prática de ensino, o pensador ao desenvolver a sua didática Magna, queria com isso propor uma grande ferramenta orientadora para o ensino, uma espécie de tratado a ser adotado por todas as instituições. acreditava no melhor do ser humano, foi o primeiro teórico a contribuir com a visão da criança que temos hoje, propondo o respeito a sua individualidade, seus sentimentos e a sua capacidade cognitiva. Ele acreditava que o período infantil era o momento ideal, se não o único, que melhor possibilitava a aprendizagem, inclusive o desenvolvimento moral. Reconhecia que a escola deveria ser para todos (meninos, meninas, deficientes) e resgatar a boa natureza humana.
“Tudo para todos!”
Essa era a epígrafe proferida por Comênio, acerca de meio milênio, mas inacreditavelmente ela nos soa como um clamor atual. Nada mais democrático do que pensar dessa forma, no entanto a luta pela democratização do ensino ainda é uma constante, tendo em vista a explícita desigualdade de oportunidades que ainda circunda o contexto educacional atual. De acordo com Demerval Saviane o Brasil ainda vive no século XXI impasses que perduram desde os séculos anteriores: “(...)precisamos organizar e instalar um sistema de ensino capaz de universalizar o ensino fundamental e, por esse caminho, erradicar o analfabetismo. (p. 53)”
Comênio apesar de pertencer a uma organização religiosa, cristã protestante, contestava o sistema medieval, era contra os princípios educacionais propostos pela igreja, a doutrina escolástica, o academicismo literário e o sarcasmo pedagógico.
Dessa forma defendia que a escola deveria oferecer as crianças a oportunidade de manipular diferentes materiais e com isso as levar a desfrutar de experiências mais concretas, promovendo estímulos aos sentidos, também assinalava a necessidade de experiências através do brincar. Como um humanista, o pensador tcheco, também propunha a valorização da natureza histórico-social da criança e adotava o empirismo como método de ensino.
Em vista desses elementos, podemos arriscar a dizer que a pedagogia proposta por Comênio se aproxima muito da visão mais moderna que se tem do ensino. Tendo revolucionado os paradigmas educacionais da sua época, certamente contribuiu com as concepções atuais, principalmente ao ver no educando um ser capaz e a buscar aproximá-lo da vida prática em sociedade.
Concluindo, o pai da didática, apesar da grande influência religiosa na extensão das suas idealizações, sem dúvida foi um libertário no seu tempo, defendendo questões que ainda hoje se tenta colocar em prática na sala de aula, como o incentivo a autonomia, a diversidade de experiências, o uso de tecnologias variadas, o aluno como sujeito operante na aquisição do conhecimento, a boa relação professor-aluno, a realidade social presente na escola, entre outros elementos contemporâneos facilmente identificados e até o presente examinados.
Referências:
DOLL, Johannes; ROSA, Russel Teresinha Dutra da. A metodologia tem história. In: _______ (orgs.). Metodologia de Ensino em Foco: práticas e reflexões. Porto Alegre: UFRGS, 2004, p.26-29
GASPARIN, João Luiz. Comênio ou da arte de ensinar tudo a todos. Campinas: Papirus, 1994. p. 41-42.
SAVIANI, Dermeval et al. O legado educacional do século XX no Brasil. Campinas: Autores Associados, 2004. 224 p.
https://moodle.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=1466752 (disponível no moodle)
https://moodle.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=1466754(disponível no moodle)

domingo, 8 de abril de 2018

Até onde as cartas podem chegar?


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O que as cartas podem levar? 

Ao vento ou amarradas em pombos elas podem voar;
Em uma garrafa, a todos os oceanos podem navegar;
Escondidas entre livros ou enterradas em baús podem o tempo atravessar;
Toda a inspiração de um coração acelerado, irão te levar;
O máximo que nos distanciem, as minhas cartas irão te alcançar;
Mesmo que não me respondas, o alívio sobre o teu martírio irei derramar;
Entrincheirado, entre bombas, brado e o sangue, a mãe virá com seu o semblante a paz resgatar;
Há quem acredite, e por que irei de duvidar, que o plano material também pode trespassar;
Sim, mesmo do seu lado, um bilhetinho usarei para seu coração tocar;
Lindos atos heroicos na posteridade irão registrar;
Nossa civilização temporal, as ligações de hidrogênio irão assinalar;
Com a escrita de meus  garranchos, minha identidade ali não irá te conturbar;
Sua função não se limita em aproximar, pois meus sentimentos aqui sei melhor demonstrar;
Nas masmorras não chores, ou se sinta aflito, pois do seu sofrimento todos iremos compartilhar.

domingo, 1 de abril de 2018

EAD: Breves Reflexões


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  Ao refletir questões pontuais que permeiam a Educação a Distância articulando-as com a minha experiência nessa modalidade de estudo, percebo a significância da aprendizagem online, em particular, no meu desenvolvimento profissional, operacional, instrutivo e pedagógico. Com a possibilidade de participar de formações paralelas, a plataforma EAD ainda confere ao aluno a atuação principal na construção do seu saber e a expansão do ambiente interacional, já que a ampliação do conhecimento se dá por diferentes domínios, linguagens e tecnologias digitais.
  Compreendendo que a EAD, em articulação com a UAB, viabiliza a formação continuada, em especial para professores, com grande oferta de cursos nas áreas de licenciatura, caracteriza-se dessa forma como uma política pública. Dentre outras singularidades, um dos aspectos que vem a normatiza-la é justamente a sua relevante contribuição com a promoção da educação inclusiva, já que possibilita que o aluno administre o seu período no exercício estudantil, podendo assistir as aulas sem sair de casa, facilitando assim a articulação com outras atividades da sua vida cotidiana, permitindo um maior aproveitamento na administração do espaço/tempo.
  Desse modo a EAD vem a contribuir com a política de redução das desigualdades sociais, rompendo os paradigmas que envolviam o ensino superior, por exemplo. E é nesse sentido que minha maior experiência nesse molde educacional se enquadra, tendo em vista que o curso PEAD/UFRGS, no qual sou integrante, compreende em sua maioria mulheres que buscam a formação continuada de professores, contribuindo dessa forma com a qualificação da educação no país, além de expandir as portas da universidade para as mulheres. Constituindo-se  de certo modo em um caminho oportuno para todos os que se vêm impossibilitados, por diversos motivos, de participar de um curso presencial e/ou que não tiveram a oportunidade de dar continuidade no seu desenvolvimento acadêmico anteriormente.



quarta-feira, 21 de março de 2018

Os excluídos da escola


 Na última segunda-feira 19 de Março de 2018 assisti à terceira aula presencial desse sétimo semestre de curso, dentre outros assuntos discorremos sobre as nossas experiências na docência, sobre a escola que almejamos, incluindo as questões que implicaram nas mudanças que ocorreram na educação e também o que não mudou, o perfil de alunos que temos hoje, bem como sobre pontuais transformações em nossa sociedade que contribuiram com a diversidade atual.
Ao refletir essas alterações tendo por base referências do século passado, é possível perceber um país recém ex-escravagista, ainda com raízes imperialistas, no qual a escola inicialmente não abarcava as minorias sociais, ou seja, negros e indígenas, modestos trabalhadores, os considerados deficientes e as mulheres por muito tempo ficaram fora da escola. Após a crescente industrialização e a partir do movimento Escola Nova que buscava uma maior estabilização social trazendo mudanças profundas na educação como a gratuidade, a obrigatoriedade e laicidade, marcando o início da escola pública. Houve uma série de transformações no cenário educacional brasileiro, depois com a gradual ocupação das mulheres no mercado de trabalho, também as mudanças na economia do país advindas do período de ditadura militar e pós ditadura, assim como a democratização do país, enfim a Constituição de 1988 e a inclusão das pessoas com deficiência. De lá para cá foram muitas as alterações de âmbito social que trouxeram mudanças para a esfera educacional, sem mencionar as mediações das variadas correntes no campo da psicologia, da filosofia, da neuropsicolinguística e epistemologias. E hoje ainda temos o avanço tecnológico e midiático, que acarretam em outras implicações, no qual a escola tenta se moldar para conseguir compreender as exigências da nova geração.
Entretanto o aparente progresso concernente a modernização da comunicação com o uso das tecnologias, não eliminou os problemas anteriores do quadro da educação do nosso país, como a questão da evasão escolar, por exemplo, que ainda possui taxas elevadas e destaca-se como um dos grandes desafios enfrentados pela educação brasileira. Na totalidade das séries do Ensino Médio esse número chega a 11,2%, segundo dados coletados nos anos de 2014 e 2015 e divulgados pelo INEP.  Sabemos que são inúmeras as situações que acarretam na evasão escolar, entre elas estão à repetência, à necessidade de trabalhar, a maternidade precoce, a falta de transporte, entre outras.
É então que entra a EJA, como uma reparação social, histórica, política, econômica e cultural, para abraçar esse público que coincidentemente ou não é o mesmo que mencionei no início desse texto, sim os excluídos da escola. Embora já tenha ouvido de colegas que jovens abandonarem a escola regular diurna para estudarem a noite virou modismo, essa ainda é uma questão que só acontece nas camadas de maior vulnerabilidade social. E não há como pensarmos na Educação de Jovens e Adultos sem nos reportarmos ao nosso patrono Paulo Freire, com sua Pedagogia do Oprimido, que com um método de educação humanitária revoluciona as práticas pedagógicas evidenciando o protagonismo do aluno no processo de ensino aprendizagem. A proposta de Freire que tem como premissa a análise do contexto histórico, político, social e cultural de cada indivíduo é prestigiada em diversos países do mundo, lhe rendendo o título de um dos mais notáveis pensadores da história da pedagogia.
Bom, concluindo essa foi uma breve reflexão acerca de alguns tópicos que podemos colocar em pauta quando nos reportamos ao nosso cenário educacional, como no caso da EJA que será um dos temas tratados no semestre.
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http://portal.inep.gov.br/artigo/-/asset_publisher/B4AQV9zFY7Bv/content/inep-divulga-dados-ineditos-sobre-fluxo-escolar-na-educacao-basica/21206

domingo, 18 de março de 2018

Como aprendemos a falar

  A aquisição da linguagem falada foi o tema discutido na última aula presencial, a Professora Ivany Souza Ávila, após contextualizar os diferentes tipos de linguagem, propôs que nos reuníssemos em grupos a fim de debatermos a respeito. 
   O grupo de Alessandra, Ederson, Kasandra e Renata, no qual também estou inclusa, considerou que inicialmente a condição neurobiológica que motivaria o próprio choro seria então a primeira experiência humana de vocalização e que a partir dele ou desse exercício sonoro se manifestariam os balbucios, ferramentas essenciais ao desenvolvimento comunicativo humano. Também discorremos sobre a importância do diálogo com a criança pequena, como um estímulo essencial a fala, já que essa também se daria por repetição, estímulo-resposta. Entre esses e outros argumentos o assunto também foi pautado pela conversação com o grande grupo, que juntamente veio ao encontro das nossas conclusões.
   Para finalizar a Professora Ivany nos trouxe para complementar as reflexões o artigo Aquisição da Linguagem, de Samanta Demetrio da Silva, que nos trás distintos autores, dentre eles Noam Chomsky (que tem como posição teórica o inatismo) e Vygotsky (que defendia que essa aquisição dependeria de estímulos sociais externos), sob o enfoque de diferentes correntes que exprimem múltiplos aspectos conceituais acerca desse princípio comunicativo, no qual podemos entender que muitos estudos foram e ainda são realizados concernente a esse complexo e instigante tema, tão relevante ao desenvolvimento humano.


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sábado, 10 de março de 2018

Escolas democráticas



Iniciamos o semestre, no dia 05 de Março, com a aula presencial do Seminário Integrador Eixo VII, após algumas considerações a respeito do desenrolar das atividades ao longo do ano, desencadeamos um debate  acerca do curta metragem "Escolas Democráticas", uma animação produzida por Ellen Stein, parte do documentário "Democratic Schools" de Jan Gabbert (2006). Apesar do nome sugerir a aplicação de uma pedagogia libertária, o astucioso filme retrata o cotidiano de uma educação costumeiramente praticada ainda na atualidade.
A pedagogia diretiva ou a educação bancária, assim denominada na teoria de Paulo Freire e explicitamente abordada no curta, é inegável que persiste se fazendo aparente em muitas das nossas escolas. Esse modelo educacional aborta a construção do conhecimento bem como o raciocínio crítico, pois entende a criança como um mero depósito de informações, massificando o pensar. Mais especificamente, o movimento em fila das crianças pela escola demostrado na animação, me remeteu também ao clip da música "Another brick in the wall" (Pink Floyd), tal como a minha publicação anterior, no qual expõe a escola como uma fábrica e crianças sendo preparadas como se fossem mercadorias. E ainda após dialogarmos, a Alessandra Thornton e eu, correlacionamos o referido filme com o texto de Júlia Varela e Fernando Alvarez Uria, a " Maquinaria Escolar", que nos permite ter uma visão histórica-social de como a escola vem se alicerçando em nossa sociedade, de modo que podemos compreender que a sua aparente estagnação é deliberadamente articulada pelo topo dessa cadeia de produção. Refletindo assim, no modo de vida atual como, por exemplo, a alienação e supervalorização do consumo, acarretando em outras mazelas que nos afligem enquanto coletividade, mas que aquecem o mercado e aqueles que dele se comprazem.
Palavras como rotina, tempo, repetição, desmotivação e restrição, surgiram em nossa conversa objetivando designar o que havíamos assistido, tristemente elas não se detêm apenas a animação, certamente já foram vivenciadas por todas nós. A questão agora, e creio que seja o objetivo desta atividade, é analisarmos essas vivencias articulando com o aporte teórico estudado, buscando construirmos o nosso posicionamento crítico reflexivo, amadurecendo o nosso olhar, a nossa escrita acadêmica, assim como a nossa postura discente, profissional e como sujeitos parte da engrenagem da máquina social.