domingo, 25 de novembro de 2018

Refletindo sobre a sexualidade infantil...

https://danielajspaixao.blogspot.com/2015/11/a-sexualidade-das-criancas-e-um-tema.html

Coloco em destaque a postagem acima, porque além de considerar a sua escrita coerente, esse é um debate que está mais atual do que nunca, devido a aparente opinião pública, impregnada de máximas religiosas, em se tratando do elucidar desse assunto dentro das escolas.
É possível, que a sexualidade das crianças não tenha ganho antes tamanha repercussão, pelo menos no Brasil, como agora. Chego a pensar que, até bem pouco tempo atrás, essa não era a preocupação mais predominante, observado que faz somente 12 anos que os canais de tv brasileiros passaram por adequações nos horários das transmissões,  incluindo a faixa de classificação etária exibida na programação. Até então, programações de cunho sexual eram exibidas normalmente, sem nenhum constrangimento, a qualquer horário, e o que é pior, também podia-se perceber esse teor inclusive em programas classificados como infantis.
No entanto, se por um lado temos hoje uma espécie de censura nas exibições televisivas, o mesmo  critério, por questões obvias, não pode acontecer com a internet ou com a música, pois nesse caso cabe aos responsáveis das crianças fazer a distinção do que é adequado para elas.
Acontece porém, que os mesmos que condenam a teorização da sexualidade infantil, ou que esse assunto, que chega de maneira muitas vezes inadequada a escola, lá seja tratado de forma naturalizada e responsável, permitem ao mesmo tempo, que as crianças e jovens tenham acesso a conteúdos inapropriados, incluindo o uso de roupas ou acessórios do mundo adulto.
Visto, que mesmo na educação infantil o uso de tinturas no cabelo e de maquiagens por parte das crianças é frequente, inclusive a cantoria de refrões apelativos ou o emprego de palavrões, o que não é de agora. 
Entretanto, os professores são obrigados a lidar com essas situações cotidianamente e encará-las descompromissadamente, pois qualquer tentativa de orientação nesse sentido pode ser mal interpretada e na atual circunstância está sob pena de ser vista como doutrinação.
Que tempos são esses?A medida em que crescem as ideias conservadoras, aumenta também a hipocrisia.
Por fim, refletindo, será negando a nossa natureza, em satisfação de apelos equivocados e ilusórios, que vamos resolver questões dolorosas e de ordem social, como a irresponsabilidade parental, a gravidez na adolescência, os casos de pedofilia, as DST's, entre outros problemas que nos afligem enquanto sociedade e que são claramente decorrentes de uma sexualidade mal ajustada.   





domingo, 18 de novembro de 2018

Análise do post: Criança brinca

https://danielajspaixao.blogspot.com/2016/06/famosas-fotos-de-sebastiao-salgado-que.html

A criança só responde ao contexto em que está inserida, claro que ela também precisa estar a par das tecnologias, entretanto acredito que a aprendizagem não pode ser limitada e para a criança, especialmente, é importante que ela aconteça da união corpo e mente, assim como coloca Ana Oliverio Ferraris, autora do texto “Agitação que faz bem”: “A universalidade e a importância que o brincar assume tanto na infância humana quanto entre filhotes, revelam que a prática é essencial ao desenvolvimento – e ao bom funcionamento físico e mental.”

O trecho acima é extraído da postagem em análise "Criança brinca", simboliza aprendizagens no contexto da interdisciplina de Ludicidade, considerei interessante destacar esse fragmento porque ele resume bem a compreensão obtida na época.
Coloco em destaque também as imagens do fotógrafo Sebastião Salgado, que certamente são muito impressionantes e reveladoras, principalmente pelas circunstâncias em que são flagradas. Um cenário aparentemente mísero, mas que surpreende deixando expor o brincar, em sua mais singela essência.
Concluindo, a publicação aqui destacada coloca de forma simples a reflexão sobre o tema estudado, fazendo ainda uma sutil comparação entre o brincar presente nas fotos e a sua forma atual presente na sociedade do consumo, crianças que só se interessam pela cyber brincadeira.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Psicogênese da língua escrita

https://danielajspaixao.blogspot.com/2015/11/como-se-aprende-como-jean-piaget-as.html


Na postagem do link acima, encontramos uma reflexão acerca de um dos temas estudados no segundo semestre. Já, transparece uma construção mais consistente, mesclando argumentos e evidências, onde é possível perceber um avanço no entendimento da proposta do blog.
Ao analisar a publicação em questão, sigo com o seguinte encadeamento:
A psicolinguista argentina Emília Ferreiro, notável teórica construtivista, certamente foi um importante nome para o progresso da educação brasileira, principalmente no que diz respeito ao processo de alfabetização. Sua teoria, ao revelar os movimentos que levam a construção do conhecimento pelas crianças, causou grande impacto na concepção tradicional do método de alfabetização, fazendo com que novos rumos fossem tomados. Tamanha foi a sua influência, que é possível verificar as suas concepções como fonte orientadora  da área,  estabelecidas inclusive nos Parâmetros Curriculares Nacionais, o que podemos identificar no seguinte excerto:
Concluindo, as descobertas de Ferreiro tornaram-se referência para mudanças pontuais no ensino brasileiro, como a abolição do uso das cartilhas, por exemplo. Os seus conceitos continuam atuais, merecendo destaque nas reflexões deste portfólio, até mesmo, devendo ser cada vez mais investigados e prestigiados.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Revisitando o post :"Manifesto dos Educadores e Educadoras Brasileiras do século XXI"


                                                                                                                                                    https://danielajspaixao.blogspot.com/2015/12/atividade-para-interdisciplina.html

No link acima está uma atividade desenvolvida para a interdisciplina de Escolarização no Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica, consiste em um desenho com um breve esclarecimento quanto a mensagem que desejava transmitir na época.
Estávamos estudando o Manifesto dos Pioneiros, as influências do movimento Escola Nova no Brasil, a proposta resumia-se na construção de um "Manifesto dos Educadores e Educadoras Brasileiras do século XXI", em um formato a livre escolha. A minha opção foi uma manifestação artística por meio do desenho, acredito que a ideia foi transmitida com clareza, a inspiração veio da Escola Parque, idealizada por Anísio Teixeira, que provou que era possível se ter uma educação pública de qualidade, mas que no entanto, taxada de ambiciosa, a sua proposta não teve o incentivo merecido e não tomou a proporção que gostaria. Entretanto, o experimento com Centro Educacional Carneiro Ribeiro, em Salvador, Bahia, inaugurado em 1950, ganhou repercussão não somente nacional, como uma das mais audaciosas concepções pedagógicas, servido de inspiração até os dias de hoje.
Ao rever esse ideal de escola, o manifesto dos Pioneiros, não há como não se abater de tristeza ao pensar na educação atual, que as poucas conquistas que obtivemos nesse campo estão ameaçadas, que para alcançarmos algum dia um modelo educacional adequado, muitos confrontos ainda serão encadeados. Mas, concluo levantando a bandeira da resistência, pelos sobreviventes dessa terra e por aqueles que realmente amaram e deram a vida pelo nosso país.


domingo, 4 de novembro de 2018

Criança, a Alma do Negócio - Oficial

   

O vídeo acima publicado aqui no blog em 02 de Novembro de 2015, no link https://danielajspaixao.blogspot.com/2015/11/crianca-alma-do-negocio.html, foi um dos primeiros vídeos postados e a escolha se deu pelo conteúdo que, precisamente, estava em discussão na interdisciplina de infâncias, bastante pertinente, considerei que merecia ser republicado.
As cruéis investidas da publicidade, no intuito de conquistar a opinião das crianças, foi uma tática encontrada pelo mercado de envolver as famílias em uma rotina guiada, exacerbadamente, pelo consumo. Consumir itens não por necessidade, mas por moda, por competição, para ter o lançamento em primeira mão, entre outros motivos, por vezes fúteis, virou um hábito vicioso que se insere cada vez mais precocemente. Os veículos de comunicação cientes desse cenário, aproveitam-se e lançam estratégias sempre viabilizando o lucro, com a influência exercida sobre as crianças, conseguem manipular o restante da família.
Por fim, reanalisando o vídeo vemos que o consumo em excesso pode ser entendido como uma tentativa de se encaixar no círculo social, de ser aceito e bem visto, tomando muitas vezes proporções desmedidas. Desse modo, os veículos midiáticos, estabelecem padrões, normas de conduta, valores que adentram lares e regulam a vida das pessoas, modificando inclusive aspectos da fase infantil, como o brincar. Esse vídeo nos incita a uma profunda reflexão a respeito do que está acontecendo com a infância, com as relações que significam a sociedade, até quando nos permitiremos ser manipulados e iremos consentir com que a infância seja roubada.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Recordações de início do curso


Ao revisitar as minhas primeiras publicações no blog, encontrei algumas sem muito ou sem nenhum conteúdo que eu tenha escrito. Eram postagens tímidas, de alguém que ainda não era familiarizada com essa ferramenta digital e que ainda não havia compreendido a proposta do curso para o seu uso.
Principalmente, as publicações do primeiro semestre que em sua maioria eram de fotos e vídeos que buscavam retratar as minhas primeiras impressões do curso. Hoje, ao revê-las parecem até tolas, mas considerando que todo o percurso tem um início, elas ficarão lá justamente para lembrar a evolução do processo de construção desse blog.
Vou citar uma postagem em especial, que poderia ter contido mais detalhes:
Nesse link encontramos o retrato do educador suíço Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827), com a seguinte frase, atribuída a ele: “A vida educa. Mas a vida que educa não é uma questão de palavras, e sim de ação. É atividade”.
É inegável a contribuição de Pestalozzi para a visão da pedagogia moderna, o teórico lançou um novo olhar para o período infantil, em uma época em que as crianças eram vistas como mini adultos, acreditava que as fazes da infância deveriam ser respeitadas e colocava o afeto como o principal recurso a educação. Acreditava que a educação era uma arte que de deveria ser cultivada em todos os aspectos, costumava dizer que cada criança carregava em si o projeto de uma árvore toda, que deveria ser regada todos os dias, comparava, desse modo, o professor a um jardineiro. Ele também vivenciou a sua teoria na prática, montou escolas, abrigou órfãos, crianças carentes e entendia que o processo educativo deveria enfatizar a ação, muito mais do que as palavras, pois as crianças deveriam ter contato e explorar o objeto de aprendizagem, desenvolvendo habilidades e princípios morais.
Pestalozzi foi um religioso que acreditava que o ser humano era bom em essência, a sua arma educativa era o amor.
Em tempos de tamanha intolerância movida por valores "religiosos", é bom falar de um renomado que entendia e pregava a única moral cabível a religião, a filantropia.


terça-feira, 9 de outubro de 2018

Iniciando o estágio obrigatório

Resultado de imagem para frases paulo freireNessa semana iniciei o meu estágio curricular obrigatório, apesar de já conhecer a escola, a situação é singular e se apresenta como uma missão que deve ser plenamente executada. Não há como negar a ansiedade que antecede o novo, mesmo sabendo que os desafios enriquecem a nossa prática. 
A minha proposta para essa jornada é dirigir o meu planejamento sob a ótica da arte e do movimento, com o tema: Vamos fazer arte? A escolha do tema deu-se porque, além de despertar o interesse da turma, a educação infantil exige o desenvolvimento de um trabalho por intermédio do lúdico e a arte explora e expande essa ideia. É possível encontrar a arte em cada detalhe do nosso dia a dia, se trata da manifestação da nossa cultura e história, podemos dizer que está em toda a parte, o que permite o desenvolvimento de um projeto interdisciplinar. 
Por intermédio da arte é possível aprender brincando e o movimento é uma das suas expressões mais significativas. A arte e o movimento estão interligados, favorecem estímulos que possibilitam a expressão das crianças sobre si e sobre o mundo ao seu redor.
Desse modo é possível contribuir com a construção do raciocínio crítico, com a percepção da diversidade e atuar de forma inclusiva, estimulando o respeito as diferenças.
Sendo assim, ao refletir sobre essa proposta, sobre o contexto educacional de modo geral e sobre o atual cenário que se estabeleceu em nosso país, conservadorismo + degradação de valores humanitários x democracia, percebo o quanto a filosofia freiriana se faz necessária na construção de uma sociedade mais justa e racional.
Pois, cada vez mais compreendo que não é possível formar "cidadãos de bem", sem uma educação que priorize o reconhecimento e aceitação da diversidade, sem a liberdade de informação e expressão e a filantropia. Chega de achar que a imparcialidade é conveniente, a escola também é responsável pela formação ideológica tanto do oprimido, quanto do opressor.