sábado, 26 de março de 2016

A Comunicação




               No dia 21/03 segunda-feira tivemos mais uma aula do Seminário Integrador Eixo III, o assunto no qual permeou o nosso encontro foi justamente a construção do nosso Portfólio de Aprendizagem, fizemos o exercício de rever as nossas postagens e a discussão girou em torno da nossa capacidade de argumentação, do quanto nossa atividade semanal de escrever no blog pode nos auxiliar nessa construção, a melhorar a nossa escrita e a nossa reflexão. Também nos foi proposto visitar o blog dos colegas, com o propósito de estimular também a nossa capacidade de dialogar.
               Achei a atividade muito interessante e de extrema importância para nós aprendizes de pedagogia, pois o diálogo é “simplesmente” a nossa ferramenta de trabalho e para que haja o aprimoramento desse instrumento é extremamente válido e necessário que saibamos refletir sobre as nossas percepções, aprender a colocar as palavras e também, a saber, fazer e receber críticas.
                Eis o ponto crucial da tarefa as “críticas”, esse é um momento em que temos que realmente nos colocar na posição de alunos, elogios são ótimos nos deixam orgulhosos e felizes, mas são as críticas (bem construídas) que nos levam a refletir e a perceber onde precisamos melhorar. Por mais penoso que possa parecer, precisamos aprender também a receber as críticas e a utilizá-las como um degrau importante no avanço da nossa carreira.
                Fica o desafio então de aprendermos a transmitir com clareza e consistência nossos argumentos, ou seja, de nos tornarmos “escritores” e também o de sermos “leitores” a fim de ampliarmos a nossa percepção, nosso ponto de vista e assim se estabeleça a comunicação,  tentar compreender e ser compreendido. Pois como disse Gandhi “Ser capaz de entender o ponto de vista de alguém é um presente inestimável: ganhamos um outro ponto de vista segundo o qual nos enxergamos.”

domingo, 20 de março de 2016

"BRINCANDO E APRENDENDO"

"A criança interage ativamente com seu meio, construindo suas 'próprias categorias de pensamento' ao mesmo tempo que organiza o mundo".
                                                       Emilia Ferreiro

           Assim ocorre a aprendizagem em uma infância saudável, assim deveriam ser todas as infâncias. Brincar é urgente, a criança precisa ter oportunidades de explorar o mundo a sua volta, criando conexões, fortalecendo laços de afeto, construindo o conhecimento sobre si e o outro. Infelizmente o comum hoje são crianças e jovens que têm castrada a sua infância e suas amplas possibilidades de desenvolvimento, ficando horas como meros telespectadores, sendo bombardeados de informações, de referências, de personagens que fazem concorrência com seus educadores, sendo seduzidos e  explorados pela "televisão". Seja por conta do medo que trancafiamos nossas crianças ou pela nossa falta de tempo para ouvi-las, o fato é que muitas vezes a televisão é o personagem central da casa ao lado de outras tecnologias. E esta vem ditando tendências e comportamentos, fazendo frente com a família, a escola e instituições religiosas, assim como menciona Rosa Maria Bueno Fischer em seus relatos sobre os espaços midiáticos.
          Compartilho a ideia de que o brincar é a maneira da criança se sentir em casa no mundo, pois à medida que vai conhecendo seu espaço, manipulando diversos materiais, experimentando diversas sensações, se conhecendo, percebendo e conhecendo o outro, interagindo com o ambiente que lhe cerca, ela vai aprendendo noções imprescindíveis para o convívio social, é o despertar para á vida. E se quisermos uma sociedade mais humana, comprometida, ciente dos seus deveres e solidária, será necessária uma mudança muito significativa no modo como vemos e educamos nossas crianças, caso o contrário estaremos condenando a possibilidade de uma mudança profunda em nossa sociedade e criando meros egocêntricos e alienados sociais. 
          Penso que durante as brincadeiras a criança além de exercitar a criatividade e imaginação ela tem a possibilidade de adquirir um conhecimento muito rico sobre si mesmo, pois ela começa a perceber os seus limites, como até onde pode ir e do que é capaz. Além de perceber também o outro, assim constrói aprendizagens muito significativas para a fase adulta, como a respeitar os seus limites e o espaço das outras pessoas e ainda os sentimentos de liberdade e alegria experimentadas em suas brincadeiras são muito importantes, pois contribuem para aquisição da autoconfiança. E em concordância com a teoria de Emilia Ferreiro o brincar abre as portas para o “pensar".

         




Recomeço

         

               Iniciamos dia 14 desse mês de Março nossas atividades no Pead, inicia-se mais um ano de superação e de conquistas. Assim vamos avançando em nossos objetivos rumo ao progresso de nós mesmos, que tenhamos um excelente ano de aprendizado.
               




"Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento.
Precisamos dar sentido humano as nossas construções. E, quando o amor ao dinheiro, ao sucesso nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.
A vida começa todos os dias."
Érico Veríssimo

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Atividade para a Interdisciplina "Escolarização no Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica"


Produção:"Manifesto dos Educadores e Educadoras Brasileiras do século XXI"
           Para desenvolver esta atividade escolhi o desenho, pois é uma arte da qual gosto muito, nele desejei colocar de forma objetiva a maneira como gostaria de ver a educação. Inspirada também, pelos ideais de Anísio Teixeira com relação à Escola, quis representar um espaço com múltiplas possibilidades de aprendizagem, para o melhor desenvolvimento da infância e juventude. E tendo como aliados as atividades do professor, as artes, o esporte, a ciência e o empenho a valorização da nossa cultura, que é riquíssima por sua diversidade cultural e étnica. E toda essa organização sustentada pela participação mútua entre a sociedade e seus governantes com foco na qualificação e valorização da educação em nosso país. Pois para que essa máquina funcione é necessário o empenho não só dos profissionais da educação, mas também da comunidade e principalmente dos governantes.


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terça-feira, 17 de novembro de 2015

COMO OCORRE A APRENDIZAGEM

                  Como se aprende              


           Assim como Jean Piaget as descobertas de Emilia Ferreiro com relação aos processos de aquisição e construção do conhecimento pela criança, ou seja o modo como ela aprende, nos permite concluir que as mesmas têm um papel ativo no seu desenvolvimento. E de que cada avanço que a criança faz dentro desse processo, cada salto cognitivo, vai sendo construído e assimilado aos poucos, através de associações nas quais consegue fazer. Por esse motivo acredito na importância dos estímulos desde o berçário, e em concordância com as orientações de Emilia quanto as práticas de leitura inclusive para os bebês, assinalo a  importância de lhes oportunizar essa experiência com os livros,(observando o uso de material adequado a faixa etária), pois muitas vezes é na escola que terão esse primeiro contato. Claro que cada criança tem o seu tempo e nenhuma etapa necessária ao seu desenvolvimento deve ser esquecida, ao passo que desde o nascimento vamos assimilando e nos familiarizando com o ambiente ao nosso redor, vamos aprendendo. E de acordo com as pesquisas de Emilia, quanto mais cedo e estímulos, mais experiências a criança tiver no campo da grafia e da linguagem, com maior facilidade e tranquilidade ela se alfabetizará. Também se faz imprescindível que o professor alfabetizador descubra o que cada aluno sabe sobre o sistema de escrita. Isto permite que as intervenções sejam adequadas à diversidade de saberes da turma.
               Penso também que dessa forma ocorra a elaboração do conhecimento em outras áreas cognitivas, não deve ser negado a criança a possibilidade de pensar, de experimentar, de vivenciar a infância, acho de suma importância para tanto o vínculo familiar, pois não só a escola, mas principalmente a família é responsável pelos estímulos necessários a aprendizagem.


         
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domingo, 15 de novembro de 2015

Sexualidade Infantil

         
A sexualidade das crianças é um tema difícil e complexo de ser abordado, pois apesar de Freud ter abalado, com suas ideias inovadoras, a sociedade da sua época, ao propor a concepção de uma infância que se afasta da tradicional imagem de pureza e de felicidade, trazendo à tona uma criança dotada de afetos, desejos e conflitos. Contudo, ainda hoje se têm dificuldade em aceitar a sexualidade infantil proposta pelo fundador da psicanálise.
Em nossa cultura denominada “pós-moderna”, as crianças se vestem como adultos, usam celulares, tem agenda de executivos e são estimuladas a adotar um modelo sexual que muitas vezes foge a sua própria compreensão. As crianças, muitas vezes, na ânsia de corresponder aos desejos e apelos, ainda que inconscientes, dos adultos a sua volta, procuram compensar suas frustrações, ajustando-se às suas expectativas, negando, de certo modo, a sua própria infância. Como acontece, quando vemos crianças como mini adultos e ainda achamos lindo, pois, se por um lado falar de sexualidade infantil tentando compreender os anseios das crianças é complicado, estimular sexualmente explorando a imagem infantil é entendido como “bonitinho”.


ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO PSICOSSEXUAL INFANTIL




FASE ORAL: Período de 0 a 1 ano de idade aproximadamente. Tem por características principais a região da boca como sendo a parte do corpo que mais lhe proporciona prazer. É pela boca que a criança entra em contato com o mundo, é por esta razão que a criança pequena tende a levar tudo o que pega a boca. O principal objeto de desejo nesta fase é o seio da mãe, que além de lhe alimentar proporciona satisfação, prazer ao bebê.


                                               
FASE ANAL: Período dos 2 aos 4 anos de idade aproximadamente. Neste estágio, ocorre uma mudança na fonte dominante de prazer da criança, que passa da boca para a região anal. Esta mudança é fruto da maturação física da criança, que desenvolve o controle muscular ligado à defecação.


FASE FÁLICA: Período dos 3 aos 6 anos de idade aproximadamente. O Estágio Fálico é o primeiro estágio genital. A fonte de prazer da criança passa a ser a zona genital. Esta mudança deve-se também ao processo de maturação fisiológica da criança que começa a estimular e a exibir os seus genitais. Durante este período, a criança adquire uma curiosidade a respeito das diferenças anatômicas entre os gêneros sexuais.



FASE DE LATÊNCIA: Período dos 6 aos 12 anos de idade aproximadamente. Tem nesse período a dissolução do complexo de Édipo no qual ocorreu na fase fálica. Ainda que este período constitua uma pausa na evolução da sexualidade este fato não significa necessariamente que a criança não tenha nenhum interesse sexual até chegar à puberdade, mas principalmente que não se desenvolverá nesse período uma nova organização da sexualidade, essa energia é sublimada para outras atividades, o prazer está em brincar, fazer esportes se socializar.