domingo, 30 de abril de 2017

"Adote um Bixo"

Nessa semana concluímos as atividades da formação a nível de extensão, projeto "Adote um Bixo", desenvolvido pelo Seminário Integrador no PEAD.
Esse projeto iniciou no dia 28 de Setembro de 2015 durante o nosso 2º encontro do Seminário Integrador II, após uma curta apresentação de boas vindas aos calouros iniciantes do 2º semestre, houve o convite para o amadrinhamento/apadrinhamento dos “bixos” e uma breve explicação do que seria o “Adote um Bixo”. Nesse momento quem manifestasse interesse deveria recepcionar o novo colega ofertando uma palavra, a minha madrinha Alessandra Thornton deu-me boas vindas com as palavras desejo e perseverança. Dois sentimentos de extrema importância para essa caminhada, visto que é necessário estar movido pela motivação do desejo forte para termos determinação em tudo o que almejamos e ainda perseverança para não perdermos o foco em nossos objetivos.
Desde então somos companheiras nessa nova empreitada, seja desenvolvendo trabalhos juntas, esclarecendo dúvidas uma da outra ou mesmo pela significante companhia durante as aulas presenciais e apoio pelas mídias.
A Alessandra sempre foi muito receptiva desde o primeiro momento, me incentivando e se disponibilizando a ajudar-me em qualquer dificuldade. Como aconteceu em meu primeiro Workshop de Aprendizagem, em que me sentia ansiosa e com muitas dúvidas que me deixavam insegura, a presença da minha madrinha foi fundamental tanto para esclarecer-me quanto aos procedimentos, quanto para transmitir-me confiança e tranqüilidade.
Concluindo é evidente a importância dessa acolhida no processo de enfrentamento do novo. Pois além de nos aproximar do grupo, nos fornecer a sensação de pertencimento ao lugar ou simplesmente para nos “deixar em casa”, é imprescindível para nos transmitir conforto, segurança e motivação. Sentimentos tão necessários nessa caminhada repleta de desafios e percalços.


sexta-feira, 14 de abril de 2017

PROFESSOR REFLEXIVO

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                                              Professor Reflexivo:

   Iniciamos as atividades do V semestre na interdisciplina do Seminário Integrador com a leitura do texto "Ser Professor Reflexivo", da educadora portuguesa Isabel Alarcão.
  A introspecção precede mudanças significativas e positivas não somente na atitude do professor reflexivo, mas na educação como um todo, visto que só podemos corrigir e aperfeiçoar quando identificamos com clareza os aspectos que necessitam de mudanças. O dogmatismo bloqueia essa reflexão e impede o crescimento e a emancipação, pois ao contrário de “coisas” o homem busca por ser livre, conforme sugere o texto de Isabel Alarcão.
  Continuando à idéia da autora, a ênfase no pensamento reflexivo que abarca o homem no final do século XX, no contexto educativo internacional, a sua busca pela identidade, pode ser mais bem compreendida em uma análise histórico-cultural. Dessa forma, pode-se concluir que essa postura surge como um regresso desesperado a si próprio, após ser tragado por adversidades de toda ordem que colocam em cheque as suas competências. Como se todos os atrativos, os avanços e os conseqüentes prejuízos tivessem ocasionado um distanciamento de nós mesmos.
  Contextualizando a abordagem do texto tanto a reflexão do professor quanto a autonomia do aluno são dois temas pertinentes e atuais que se complementam, pois o despertar para um aluno autônomo no gerenciamento da sua aprendizagem provém do incentivo de um docente reflexivo e questionador.   Dado o seu importante papel na produção e estruturação do conhecimento, a postura do professor influencia diretamente na disposição do aluno. Entretanto não somente na sua atuação em sala, sua postura como investigador de si mesmo e do mundo, vai além dos muros da escola, se reflete no seu consciente papel social, transformador e também participativo nas ações que inferem mudanças na educação.
  Podemos aprofundar essa reflexão com a seguinte idéia da autora: “Educar para a autonomia implica fazer um ensino reflexivo que, por sua vez, se baseia numa postura reflexiva do próprio professor.” (ALARCÃO, Isabel)



Referências:
ALARCÃO, Isabel. Ser professor reflexivo. In: ___. (Org.). Formação reflexiva de professores – estratégias de supervisão. Porto, Editora Porto, 1996 (páginas 1-16 da adaptação).

sábado, 1 de abril de 2017

Projetos de Aprendizagem

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            Iniciamos o semestre V com a interdisciplina Projeto Pedagógico em ação no qual irá enfatizar o desenvolvimento e a prática de Projetos de Aprendizagem, que consistem na elaboração de um plano de ação a partir das dúvidas, necessidades e interesse dos alunos. Para tanto se faz necessário articular meios de conhecer a turma, investigando tais aspectos que possam subsidiar o projeto (através de rodas de conversa, por exemplo), também há a necessidade de se trabalhar em conjunto com os outros professores, de maneira interdisciplinar.

             Nos projetos de aprendizagem diferentemente dos projetos de ensino, os alunos é quem fornecem ao professor, através de evidências, a temática que será trabalhada, desenvolvida. Enquanto no segundo caso é o professor quem propõe o tema aos alunos. Entretanto, mesmo cientes do quão positivo são os PAs para o desenvolvimento da aprendizagem e em de acordo com a proposta construtivista, grande parte das escolas de ensino público, no Brasil, ainda reluta em aderir essa proposta de ensino. Seja por dificuldades encontradas dentro do estabelecimento como com a própria gestão, insegurança por parte dos profissionais, dificuldade de aceitação e compreensão da comunidade escolar, ou pela simples falta de autonomia da escola perante as decisões impostas pelos poderes centrais do sistema. Pois tendo a escola o seu autogoverno limitado e subordinado aos sujeitos detentores do poder, não exerce uma autonomia legítima. 
           Um dos principais objetivos dos projetos de aprendizagem é auxiliar na organização e construção do conhecimento de forma coletiva, a fim de contribuir com a formação de indivíduos autônomos, participativos, críticos e criativos. Incentivando a busca por sanar dúvidas, estimulando o pensar de forma ampla e lógica e a comunicação espontânea e colaborativa.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Alegre Porto

Tu és meu refúgio adorado
Meu Rio Grande miscigenado
De cultura e tradições

Desejo em ti liberdade
Ao contemplar
Os pombos e os quilombos
Que lutam para assim estar

Minhas pernas tantas vezes cansadas
De tamanhas caminhadas 
E é nos poemas de Quintana que me sinto abraçada
Minha Porto Alegre querida

Num suspiro sigo em frente
Pronta para o combate novamente
E assim em passos que se alternam
Entre curtos e largos 
Meus pensamentos voam ao vento 
Perdidos na hora

Ah, o tempo,
O tempo se esvai outra vez.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Espaço e Forma

Os textos “Espaço e Forma na Educação Infantil” e “Espaço, Forma e Criança” nos apresentaram importantes elucidações a respeito da estruturação espacial e das relações geométricas que devem ser elaboradas ainda na infância, pois além do desenvolvimento cognitivo contribuem para o desenvolvimento social e psicomotor.
A minha área de atuação é a Educação Infantil e atualmente estou como uma turma de Berçário I, seguindo a linha da Epistemologia Genética, desenvolvida por Piaget, na qual compreende que o desenvolvimento infantil dá-se a partir da interação entre a criança e o meio, ou seja, que ela atua na sua aprendizagem. Procuro proporcionar aos meus alunos diferentes possibilidades, que promovam o desenvolvimento em amplos aspectos, lhes apresentando materiais diversos, diversificando e ampliando os seus espaços através da interação com outras turmas e visitando outros ambientes na escola. Também costumo sempre observar quais são os tipos de atividades que mais lhes despertam a atenção e proporcionam satisfação, a fim de adequar os meus objetivos aos interesses deles.
A orientação espacial inicia-se a partir das relações que a criança estabelece com o seu próprio corpo, cujo é a sua principal referência. Já a lateralidade começa quando a criança passa a perceber e a adotar outros pontos de referência. Quando ela estende a sua visão para o outro, conseguindo inclusive colocar-se no lugar do outro.
Por fim, ao desenvolver a competência de conseguir visualizar e identificar as formas geométricas, a criança desenvolve a habilidade da percepção geométrica. A percepção geométrica diz respeito à forma como a criança organiza o mundo ao seu redor, de como percebe e se orienta a partir das informações recebidas dos objetos a sua volta, dessa forma também é capaz de perceber o seu espaço no mundo.
                             
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Referências:
PIRES, Célia M. C. Espaço e Forma: a construção de noções geométricas pelas crianças das quatro séries iniciais do Ensino Fundamental. São Paulo: PROEM, 2000.
TORTORA, Evandro. Espaço e Forma na Educação Infantil: relato de uma experiência com professores atuantes em formação. Curitiba, 2013.
Imagem ilustrativa extraída da internet.




domingo, 4 de dezembro de 2016

Home HD (Português, narrado por Eduardo Rêgo)



Documentário lançado em 2009, produzido pelo jornalista, fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand. O filme é composto por belíssimas imagens aéreas, de vários lugares da Terra. Entretanto além da diversidade em nosso planeta ele aponta as ameaças ao equilíbrio da vida e os danos que a humanidade vem fazendo a sua própria casa. Até quando o nosso planeta irá suportar o estilo de vida dos povos dominantes?

Os indígenas e a vida sustentável

“O indivíduo deve buscar compreender e conhecer ao máximo o funcionamento da natureza, não para dominá-la e controlá-la, mas para seguir e respeitar sua lógica, seus limites e potencialidades em benefício de sua própria vida enquanto ser preferencial e privilegiado na criação. O saber é mais do que querer criar ou saber dizer, é saber fazer, baseado em conhecimentos acumulados no decorrer da vida.” (LUCIANO, Gersem dos Santos – Baniwa)
            A visão da totalidade do mundo, defendida pelos povos indígenas, advêm da coletividade em que vivem. Esses povos compreendem a necessidade de viver em harmonia com a natureza, sabem como aproveitar e extrair os seus recursos sem prejuízo, garantindo que os mesmos sempre estejam disponíveis. Pois eles, talvez mais do que os outros povos, atualmente têm plena ciência dos erros cometidos no passado e compreendem o quanto erraram quando trocaram sua floresta por artefatos e ferramentas fundidas a ferro, como por exemplo, o machado. Instrumento que contribuiu inclusive com a quase extinção do pau-brasil, árvore que supostamente deu nome ao nosso país.
Nos dias atuais ainda existem muitos conflitos envolvendo as terras indígenas, como o caso da Fazenda Ivu, pertencente aos povos Kaiowá guaranis, que juntamente de outras tribos vivem constantes conflitos com madeireiras ou grandes latifundiários, que ilegalmente exploram suas terras. Talvez a maior simbologia dos povos indígenas, no que tange a compreensão que tinham da terra e a sua relação com a natureza, se encontra hoje na entrada da sede do Green peace. O documento seria uma carta de desabafo que cacique Seatle, do povo Suquamish, escreveu em 1855 em resposta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce) com relação à compra das suas terras. A tal carta acabou sendo compreendida por muitos ambientalistas com o primeiro registro de defesa ambiental. Em um dos trechos encontra-se uma passagem que diz: "O que fere a terra fere também os filhos da terra. O homem não tece a teia da vida; é antes um de seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio.” O nome do chefe Seatle, como é conhecido, acabou inclusive batizando a maior cidade do Estado de Washington nos EUA.
Ao viver de forma a priorizar a vida, as comunidades indígenas consideram os conhecimentos difundidos ao longo da sua constituição, valorizam seus ancestrais, considerando os métodos que funcionam. Pois essa funcionalidade, baseada no respeito à ordem natural da vida, provém do conhecimento associado à prática. O texto “O índio brasileiro” aponta a importância de se desconstruir a idéia de que os índios não conseguem assegurar a sua própria sobrevivência. A fim de contribuir para essa desmistificação, trago para exemplo à história dos imigrantes peregrinos ingleses que aportaram nos EUA no ano de 1620, cujo sem mantimentos o suficiente, metade da colônia morreu de fome durante o inverno. Não fosse pelos índios Wampanoag locais terem lhes ensinado o cultivo do milho, da batata e outras culturas, o restante também teria perecido.  Sobreviveram então graças aos ensinamentos desses indígenas, e a posterior fartura nas colheitas originou o tradicional “Dia de Ação de Graças” estadunidense.
Concluindo, o modo individualista e egoísta em que ainda vivemos não compreende um estilo de vida sustentável, já enfatizado por especialistas no assunto. Colocando a riqueza material em primeiro lugar abarcamos outras culturas, em detrimento das mesmas e da terra. Como é o caso também das comunidades quilombolas do Brasil que lutam para resistir em meio à opressão da cultura do homem branco. O fato é que a nossa casa, a nossa terra está perecendo e ainda fazemos de conta que não percebemos, nos preocupando com coisas inúteis, muitas vezes, e fúteis, que acarretam ainda em um distanciamento de nós mesmos.

                         Resultado de imagem para ESTATUA INDIO Wampanoag


Referências:
LUCIANO, Gersem dos Santos - Baniwa. O Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade; LACED/Museu Nacional, 2006.
Wediggen, Laiz; Silva, Paulo Sérgio da. Educação e respeito ao meio ambiente: a perspectiva emancipatória da Educação na comunidade remanescente de quilombos de Casca. In:  SANTOS (org), Simone Valdete dos; Silva (org.), Paulo Sérgio da. Proeja Quilombola. Pelotas: Editora Universitária/UFPEL, 2010. p. 75-76. (Cadernos Proeja II- Especialização-Rio Grande do Sul. Vol. III).