quarta-feira, 20 de setembro de 2017

História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil




  Esse emocionante documentário disponibilizado pela interdisciplina de Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais, fala de força, de união, de coragem, de luta, de conquistas, de perseverança e principalmente de História, a daqueles que durante muito tempo foram invisíveis e considerados incapazes. O Movimento Político das Pessoas com Deficiência  no Brasil merece destaque e reconhecimento sobretudo por ser inspirador!
  Anteriormente, nós do PEAD, tivemos a oportunidade, através da interdisciplina de Libras, de conhecer um pouco da historicidade e pleito da comunidade surda no Brasil, cujo vimos que uma de suas maiores conquistas foi o reconhecimento da língua de sinais, em 2002, como língua oficial assim como o Português. No entanto, particularmente, nunca tinha ido a fundo ao conhecimento da história e não fazia idéia da dimensão da luta imbuída de autonomia desse movimento. O vídeo acima chama a atenção por sua expressividade, por da voz a essas pessoas de maneira a aproximá-las do expectador, onde em nenhum momento somos tomados pelo sentimento de pena ao contrário é comovente por despertar a admiração. Especialmente porque em suas palavras não almejavam a caridade e sim a assentida emancipação, assegurar a acessibilidade, o rompimento das barreiras que os delimitavam, a inclusão, ou seja, a cidadania legítima.
  Vimos que foram muitas as lutas, derrocada de crenças e pesquisas até chegarmos ao que temos hoje, que assim como é mencionado no vídeo, em âmbito nacional, “ainda não está bom!”, mas se refletirmos todo o contexto histórico em termos de humanidade, já obtivemos grandes avanços tanto na área da educação e da medicina, quanto no próprio modo como são olhadas e compreendidas as pessoas com deficiência pela sociedade em geral, porém faz-se necessária uma contínua busca por condições igualitárias no modo de ser reconhecido e de viver.
  Visto que vivemos um momento ambíguo onde ao mesmo tempo em que lutamos por igualdade queremos asseguradas as nossas diferenças, nesse aspecto queremos ser respeitados por nossa individualidade, característica própria e cultura o que não pode assim como aconteceu com o movimento Escolanovista, no Brasil, deixar margem para a segregação. A nossa principal característica é sermos diferentes, únicos, entretanto sabemos que o meio mais eficaz de amenizarmos as desigualdades que assolam a humanidade é justamente a luta pela igualdade.

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                  Nada sobre nós, sem nós!


sábado, 9 de setembro de 2017

Filme - Avaeté, Semente da Vingança (1985) VHSRip



Indico para complementação de estudos das interdisciplinas nesse semestre, o filme "Avaeté, Semente da Vingança", no qual considero como um dos melhores filmes nacionais, dirigido por Zelito Viana, onde apesar de contar com a excelente atuação de atores renomados como Hugo Carvana e Renata Sorrah, não se encontra divulgação na grande mídia nacional.
Lançado em 1985 esse filme, infelizmente, retrata um tema ainda atual aqui no Brasil: o massacre de povos indígenas para a ocupação ilegal de suas terras por garimpeiros.
O episódio mais recente ocorreu a um mês e é possível encontrar aspectos muito semelhantes ao filme, com destaque para a atuação ou omissão da grande mídia corporativa nacional com esse tipo de assunto, onde mais uma vez as denuncias vieram dos meios de comunicação internacionais. Com o diferencial de que hoje temos as redes sociais, onde é possível encontrar sites que prezam a responsabilidade social como o Carta Capital e a Rede TVT, que divulgaram amplamente o caso em suas redes. Até onde se sabe esse massacre, ocorrido no Vale do Javari, seria maior que os yanomami de 1993, no qual também teve denuncia por meio das mídias internacionais.
Tristemente o nosso país fecha os olhos para os excluídos e muitos casos bárbaros, como esse, ainda seguem impunes.








quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Resistência e Cultura

    Iniciamos a semana presencial com as interdisciplinas Seminário Integrador Vl e Questões Étnicas Raciais: Sociologia e História, essa primeira aula nos levou a reflexão dos tópicos que irão permear o semestre. Como a compreensão dos termos raça e etnia na educação, educação inclusiva, abordando conceitos sociais e históricos. Inserido nessa temática também está o preconceito (por vezes velado), que cruelmente insiste em se fazer presente corroendo as estruturas da nossa sociedade.
   Realizamos ainda uma atividade que consistiu em identificarmos alguma situação próxima envolvendo esse tema e representa-la para o grande grupo. A colega Alessandra Thornton e eu optamos por abordar uma questão mais própria da nossa realidade, na qual em diversos momentos presenciamos ou até mesmo a sentimos na pele: o preconceito à Mulher. Tendo em vista que atravessa séculos com a mesma desumanidade atingindo a todas as suas representantes, independente de raça, etnia, contextos ou condição social.
     Abaixo segue o esboço dessa tarefa realizada em aula, no qual sugere palavras que corriqueiramente são expressadas maliciosamente e de forma ofensiva ao gênero feminino.


     Também falamos de poesia, de grandes nomes como Carolina Maria de Jesus, Mia Couto, Eduardo Galeano, Hilda Hilst, Caio Fernando Abreu, Daniel Munduruku entre outros, que tanto empenharam-se ou ainda dedicam-se a poeticamente elucidar questões de cunho étnico, político, moral, social e racial. Contudo, em análise do contexto histórico-social ao qual estavam inseridos observa-se que  muitos viveram sob repressão, em uma época onde pessoas eram torturadas, exiladas e até mesmo assassinadas simplesmente por exprimirem através da sua arte sua visão crítica social e cultural.





Seguimos...

     Resultado de imagem para sonhos   Continuamos a caminhada, agora no VI semestre do PEAD, com vistas a conclusão de uma etapa de grande significância e valor para a nossa carreira docente, ainda que soframos com a sua insistente desvalorização por parte de nossos governantes e o consequente descaso de alguns membros da nossa sociedade, que de quebra também sofrem com esse profundo desrespeito e desinteresse pela Educação no nosso país. Ainda assim insistimos, não desistimos de nos aperfeiçoarmos e de acreditarmos no seu valor inerente ao progresso social.  
    Agora a pouco mais de alguns passos de nos tornarmos Pedagogas e conforme nos aproximamos da titulação, ao examinar todo o percurso, é possível perceber quantos degraus já avançamos nesse intento. Ampliamos o nosso ponto de vista com relação ao modo como compreendemos a Educação, trocamos muitas experiências, vencemos alguns percalços. E ainda para muitas de nós, inclusive no meu caso,  foi a primeira experiência em um curso EAD e portanto o enfoque em utilizar uma plataforma online para mediar as aprendizagens foi um desafio a mais, incluindo o domínio de novos recursos midiáticos, a construção do blog que tem promovido o diálogo, a reflexão, bem como o gradual aperfeiçoamento da nossa escrita. Da mesma forma as apresentações no workshop, que mesmo movidas por uma incontrolável ansiedade compreendemos a sua imprescindível importância na construção de todo esse segmento.
     E por ser notório todo esforço e dedicação necessários a formação de um Professor, que continuemos essa incansável empreitada na busca por sua valorização e reconhecimento, acreditando que todo o empenho contribui com o fluxo nessa direção, para que a Educação que ambicionamos não se limite a um mero sonho utópico.

sábado, 15 de julho de 2017

DANTON. O Processo da Revolução



    Dentro do contexto medieval floresceu as raízes do pensamento iluminista resgatando os ideais dos conceitos clássicos,  revolucionando, por assim dizer, o pensamento da época. A visão de um ser criador e supremo aos poucos foi trocada por conceitos e características humanas. O homem num passo de mágica passou não só a ser o centro do mundo, como também o centro do universo.  A concepção de ciência abalou os conceitos da crença e por assim dizer religiosos, o homem controlava o seu próprio destino. Assim como na obra de Cervantes, onde Quixote nos deparou com a moral e o imoral, o certo e o errado, ou seja, com as fragilidades humanas. Entretanto como distinguir o são do insano, até onde a utopia e o desejo de perfeição humana poderia almejar,  nós seríamos produto de uma criação divina ou seriamos divinos por nós mesmos? Essas questões foram a base e a essência do pensamento iluminista, que até hoje indagam e atormentam a mente humana. 
    Até onde o nosso conservadorismo ou nossa visão progressista pode chegar? Até onde pode barrar o nosso progresso democrático? Qual seria o limite para as razões e concepções humanas? O quanto uma democracia criada a mais de dois milênios atrás pode influir em nosso desenvolvimento? Como podemos extrair o que há de melhor em nossos antepassados ou usufruir daquilo que nos deixaram? Qual seria a razão de nossa existência, talvez, acredito, a resposta esteja em uma concepção histórica de nós mesmos.  
     O filme em questão nos deixa explicito o quanto o radicalismo de nossos ideais, mesmo que democráticos, pode nos transformar em homens involutivos. Contudo, instantaneamente tudo o que acreditamos poderá se transformar num engodo da realidade do que idealizamos.  Assim apesar de nossas concepções comunitárias, não podemos negar que nossos valores individualistas tiveram uma incrível significância para o nosso desenvolvimento social, no entanto foi a nossa natureza coletiva que acarretou em notáveis mudanças em prol da nossa sociedade.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Sintetizando alguns conceitos

           Em nossa última aula presencial, com as interdisciplinas de Organização e Gestão da Educação e Organização do Ensino Fundamental, realizamos uma atividade em grupo precedida de um diálogo de desfecho com o grande grupo, elencando pontos importantes que foram debatidos ao longo do semestre. Conforme o cartaz abaixo, desenvolvido em aula, é possível observar alguns dos conceitos estruturantes que permearam os nossos debates concernentes a Educação, bem como a cidadania e as políticas que a envolve.

domingo, 2 de julho de 2017

REFLEXÕES PESSOAIS

"O pensamento reflexivo é uma capacidade, como tal não desabrocha espontaneamente, mas pode se desenvolver-se. Para isso tem de ser cultivado e requer condições favoráveis para o seu desabrochar," (ALARCÃO,1996,P.9)

Concluímos nessa semana a atividade de avaliação, auto-avaliação e avaliação consolidada dos nossos Portfólios de Aprendizagem (Blog), para o Seminário Integrador Eixo V.
Ao analisar a evolução semestral do nosso portfólio no blog é notório tanto o enriquecimento vocabular, como a forma interdisciplinar com que fomos estruturando as nossas aprendizagens, incluindo uma maior preocupação com o emprego de um aporte teórico que sustente as nossas reflexões. Sem dúvida esse exercício nos faz perceber todo o processo de evolução gradual tanto da escrita, como da forma com que foram construindo-se essas noções, bem como identificar o que necessita ser aprimorado e o que é possível fazer para dessa forma prosseguir.
Sendo assim, em de acordo com a citação de Isabel Alarcão, gostaria de pontuar a necessidade da auto-avaliação constante, de modo que essa prática nos permite acompanharmos todo o processo que envolve a nossa construção de conceitos, nos fornecendo o suporte necessário para que consigamos articular avaliações também, até mesmo para estruturar um plano de ação caso se necessite fazer modificações. É o exercício que nos aprimora o pensar de maneira reflexiva, visto que refletir é uma necessidade é por meio da qual evoluímos, uma vez que antecede o aprender.

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